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A depressão é o grande mal do Século, e acomete aproximadamente 10% da população mundial, segundo dados estatísticos da Organização Mundial da Saúde (OMS). É uma doença que pode ser leve, moderada ou grave, e necessita de tratamento.

Somente no Brasil, mais de 12 milhões de pessoas sofrem com a doença, e ela é considerada uma deficiência relacionada a transtornos afetivos. Seu CID (código internacional de doenças) é o 10 e possui diversos níveis.

Atualmente existem muitas formas de tratamento para a depressão, desde o uso de medicação, até medicinas alternativas e alimentação, e é o ponto qual falaremos hoje. Você é o que você come, e a comida te transforma. Para saber mais sobre alimentação para depressão, leia o artigo a seguir.

A depressão nos dias atuais

“Podemos dizer que a depressão é o oposto da vitalidade, da vontade de viver e ter uma vida feliz”

O quadro depressivo pode ser caracterizado por alterações corporais biológicas do cérebro, com manifestações físicas, emocionais e psicológicas, mudando as vivências do indivíduo e a forma de encarar a vida e de entender a realidade que o rodeia.

Existem diferentes tipos de depressão, e ainda cada tipo pode variar também quanto a gravidade. Cada tipo de depressão pode ter um tratamento diferente e também pode ter uma evolução diferente. Porém, independente do tipo e intensidade em que se encontra, os sintomas mais comuns que você poderá apresentar relacionados a essa enfermidade são:

  • Tristeza profunda
  • Agressividade
  • Mal-estar físico e psíquico
  • Angústia
  • Ansiedade
  • Sensação de perda e vazio
  • Falta de energia vital
  • Baixo autoestima
  • Incapacidade de sentir prazer ou alegria
  • Mudanças de temperamento

Você pode sentir todos esses sintomas ou somente alguns, em diferentes intensidades e combinações. Alguns quadros são leves e crônicos e as pessoas não procuram ajuda achando se tratar de uma característica pessoal. Outros tem uma intensidade tão forte e insuportável a ponto de a pessoa não conseguir pensar em outra saída que não seja cometer suicídio.

A depressão é uma condição psicopatológica muito séria e que, geralmente, causa limitação no funcionamento cotidiano das pessoas. Em todos os casos requer algum tipo de tratamento apropriado, seja apenas um acompanhamento ou observação da evolução, mudanças nos hábitos e estilo de vida, uma psicoterapia direcionada e específica, medicamentos, eletrochoque e outros.

Causas

Não existe uma única causa para a depressão. Vários fatores de somam para aumentar as chances de alguém desenvolver depressão.

Uma muito importante é o fator hereditário. Quanto mais pessoas na família tiverem depressão, maior é a chance daquela pessoa também desenvolver.

Mas a genética não é uma sentença. Assim como uma pessoa com poucas chances hereditárias também pode desenvolver depressão se houverem outros fatores como abuso de substâncias ilícitas ou perdas e traumas muitos fortes o inverso também é verdadeiro.

Uma pessoa com grade risco hereditário pode diminuir suas chances de desenvolver depressão se tiver hábitos saudáveis, se evitar uso de substâncias, se buscar maneiras de manejar o estresse, se tiver uma rotina de sono e alimentação adequadas.

Níveis de depressão

Como sabemos, há vários graus, formas e níveis de depressão, e cada um deles possui um tratamento específico para cada caso, que deve ser estudado e analisado detalhadamente, para, assim, proporcionar resultados certeiros.

Por exemplo: quadros muito leves de depressão muitas vezes não precisam ser tratados com remédios. Mas quadros considerados moderados ou graves precisam sem tratados com eficiência o mais rápido possível para evitar a cronificação e a persistência.

E essa classificação de gravidade deve ser feita de forma clara, objetiva. Existe uma pontuação para classificar o caso como leve, moderado ou grave, e hoje é possível procurar profissionais, seja em uma plataforma online para telemedicina ou presencialmente, que utilizem uma ferramenta profissional de avaliação utilizada em pesquisas científicas, para determinar com precisão a gravidade da depressão.

Desse modo, é possível estabelecer parâmetros objetivos de avaliação e assim decidir o melhor tratamento com mais precisão e eficiência. Assim, se a depressão for leve, moderada ou grave, será mais fácil de cuidá-la com o melhor custo x benefício.

Lembrando que se o quadro for brando, o uso da medicação não será sempre necessário, e outros tratamentos entrarão em ação, como por exemplo, a alimentação especial, para ajustar a forma de enxergar a vida e de como lidar com o universo onde vivemos.

Mas lembre-se, é preciso fazer um teste especializado para identificar de forma mais específica o tipo e o grau da depressão, para assim garantir a melhor forma de tratamento e remissão da doença.

má alimentação e depressão

Má alimentação e depressão

“Nossos hábitos alimentares são extremamente importantes para o corpo e para mente”

Há muito tempo, cientistas, pesquisadores e universidades de renome do mundo inteiro, como por exemplo a Universidade de Melbourne e a revista científica The Lancet Psychiatry pesquisam a atuação da alimentação para depressão e seus sintomas.

Nos processos de estudo, compostos por variados alimentos, a redução de desenvolvimento da depressão e outros diversos transtornos mentais foram de até 35%, somente administrando uma alimentação com quantidades limitadas de alimentos e combinações ricas em vitaminas.

Sim, existem alimentos para a ansiedade e depressão que ajudam o resgate de vitaminas e minerais e atuam na produção de serotonina, combatendo problemas de saúde e auxiliando a alimentar o cérebro com triptofano, magnésio, cálcio, vitamina B6 e ácido fólico.

Quando comidas com esses elementos são ingeridas, elas interferem em nosso organismo, assim como comidas que podem o intoxicar, como as industrializadas, gorduras e carboidratos em excesso. A alimentação balanceia o corpo, que assim, trabalha para ajustar a mente. Tudo está interligado, basta entender, respeitar e ouvir o que seu corpo fala.

Mas, é importante lembrar que somente comer bem, não irá te curar de uma depressão, mesmo ela sendo leve. É necessário mudar a sua alimentação e também fazer psicoterapia o tempo que necessitar.

Saiba mais a seguir sobre os principais e mais apropriados tipos de alimentos que devem ser incluídos em uma alimentação. É importante ressaltar que eles podem ser ingeridos por quem está depressivo, quem não está e quem quer evitar quaisquer problemas relacionados. Confira abaixo.

Alimentos que ajudam na prevenção da depressão

Há muitos alimentos para depressão e que a ajudam a ser combatida, mas para isso, é necessário revisar e modificar alguns hábitos alimentares, caso não tenha os elementos que falaremos em seu cardápio frequentemente.

A introdução dessas porções de alimentos saudáveis pode ser indicada por nutricionistas e também por especialistas que reconhecem esse modo de tratamento e sabem como lidar com ele. Conheça os principais.

1.    Hortaliças verdes

Alimentos verdes, principalmente os mais escuros, como espinafre, couve, alface e brócolis, são ricos de uma vitamina chamada folato. Ela está agregada juntamente com o complexo B, que previne o desenvolvimento de transtorno mentais por servir de matéria prima para produção de serotonina, noradrenalina e dopamina.

Alguns pacientes depressivos têm o nível de vitamina B12 muito baixo, e isso faz com que os neurotransmissores se desequilibrem e proporcionem o descontrole do humor. Então, comer três vezes ao dia esse tipo de alimento pode ajudar a ajustar o temperamento e as emoções.

Além disso, os talos dessas hortaliças possuem dois elementos chamados lactucina e lactupircina, que atuam em nosso corpo como calmantes naturais, fazendo com que os níveis de estresse diminuam.

2.    Mel

Elemento da natureza produzido por abelhas, ele ajuda na produção de serotonina, o hormônio mais conhecido do mundo. Ele é quem fica responsável pelo humor, e com pelo menos duas colheres do alimento por dia, é possível sentir seus efeitos.

O mel é muito versátil, e pode ser colocado em sobremesas, iogurtes, frutas, doces, chás, sucos e afins. Ou seja, é possível aproveitá-lo de diversas maneiras sem enjoar de seu sabor e deixar o cardápio repetitivo.

3.    Leite

O leite, assim como seu derivado, iogurte desnatado, são uma enorme fonte de cálcio. O cálcio é um mineral que ajuda a eliminar a depressão e controla a tensão corporal, deixando o indivíduo menor irritado.

Ainda atua nas contrações musculares e ajuda a transmitir impulsos nervosos de modo regular, ajustando a pressão arterial e os batimentos cardíacos. A indicação é que o consumo seja feito ao menos 3 vezes ao dia em suas refeições.

4.    Carboidratos complexos

Os carboidratos são necessários para a nossa nutrição, não são vilões, mas existem alguns que são mais saudáveis que outros. Os carboidratos complexos que ajudam um paciente depressivo são:

  • Lentilha e feijão
  • Pão integral
  • Arroz integral
  • Batata-doce

A diferença entre esses carboidratos e o simples é como os alimentos atuam na digestão. Eles dão mais energia para o corpo, ajudam na absorção do triptofano e estimular a produção da serotonina, diminuindo os sintomas depressivos.

5.    Aveia e centeio

Esses elementos possuem vitaminas B e E, e ajudam no melhoramento da digestão e do intestino. Além disso, essas vitaminas e minerais ajudam na diminuição do colesterol, minimizam a incidência de doenças e combatem a ansiedade e da depressão.

É possível ainda, com somente duas sou três colheres ao dia, juntamente com uma alimentação balanceada, ajudar a manter a saúde do coração, de todos os ossos, do sistema nervoso, imunológico e aumentar a ação anti-inflamatória.

6.    Castanha-do-Pará

Produzida no Brasil, a Castanha-do-Pará está em todas as dietas e alimentações saudáveis. Ela é rica em selênio, um elemento que age como antioxidante e reduz os radicais livres, que são moléculas tóxicas para o organismo humano.

Por conta disso, ela evita o envelhecimento das células, diminui danos relacionados ao sistema inflamatório e ajuda no emagrecimento. Somente uma unidade por dia já é o bastante, mas você pode comer três tomando um bom chá.

7.    Peixes e Frutos do mar

Entre todos os alimentos para depressão, os frutos do mar são uma ótima opção. Ricos em ácidos graxos de ômega-3, eles ajudam na modulação da recaptura e reutilização de todos os neurotransmissores de nossos corpo, e também da dopamina, serotonina e noradrenalina.

As substâncias desses alimentos ajudam em diversas atividades neuroquímicas, aprimorando a fluidez de funcionamento do cérebro e a neurogênese de membrana celular. Além disso, seu efeito anti-inflamatório é muito poderoso. É um alimento muito importante para quem pode comer e não possui alergia à estrutura.

8.    Frutas

Existem frutas que possuem em sua composição, o triptofano, o qual já foi citado aqui. Ele é extremamente importante para a produção de serotonina, e pode ser encontrado em abundância em frutas como:

  • Abacate
  • Limão
  • Melancia
  • Banana
  • Mamão

É possível comer três porções diárias de cada ou até mesmo fazer uma salada de frutas, combinando cores e sabores, sem perder nem tirar nenhuma qualidade e nutriente de cada elemento.

9.    Soja

A depressão tem muitas vezes o envolvimento outras substâncias e hormônios de fora do cérebro. Hormônios sexuais como testosterona, estrogênio, progesterona tem influência direta sobre a regulação dos neurotransmissores cerebrais.

Por isso é muito comum mulheres apresentarem mais crises de depressão durante a idade fértil.

As alterações emocionais durante o ciclo menstrual também são uma clara manifestação disso. Alimentos a base de soja contém fitoesteróis que ajudam no equilíbrio destes hormônios e acalmam pacientes muitos nervosos e ansiosos.

É uma ótima saída para vegetarianos e para quem gosta de toda a sua composição. Coloque-a em seu cardápio diariamente se possível e renove as energias com esse alimento tão versátil e multifuncional.

10.  Chocolate

O doce, principalmente o chocolate meio amargo, ajuda na redução do risco de depressão em até 70%. Isso porque depressão tem o envolvimento de um tipo de inflamação na membrana dos neurônios. O chocolate é o alimento que mais produz um antioxidante que diminui inflamações, chamado flavonoide.

Os ingredientes do chocolate possuem diversos psicoativos, que ajudam a despertar a sensação de prazer, alegria e euforia. Possui também feniletilamina, que regula o humor e previne a depressão.

Lembrando que, caso tenha alergia ou intolerância a algum alimento da lista, é importante trocá-lo por outro semelhante e jamais ingerir algo que possa te fazer mal. Converse sempre com profissionais para ter uma alimentação correta.

sucos e chás no combate a depressão

Sucos, chás e suplementos para a prevenção da depressão

Além de melhorar a sua alimentação por inteiro, ainda é possível regular tudo o que bebe também. Esqueça bebidas alcóolicas e refrigerantes, aposte na água, em chás, sucos e suplementos para prevenir a depressão.

Chás

Os chás ajudam na insônia e na depressão, pois as folhas proporcionar relaxantes e calmantes naturais, que diminuem qualquer sintoma depressivo ou relacionado ao estresse. Além disso, ainda aumentam a produção do hormônio do sono, a melatonina. Mas atenção: alguns chás contêm altos níveis de cafeína e devem ser evitados, como o chá preto, ou chá mate.

Para que seja possível ter mais disposição no dia-a-dia e ainda regular o sono, aproveite as dicas e faça alguns chás que ajudam nesse quesito. Conheças os principais a seguir.

  • Melissa ou cidreira: Possui um efeito calmante no corpo e na mente, e tem ação contra enxaquecas, problemas no sistema gástrico e diminui dores no corpo.
  • Camomila: Ameniza o estresse, as dores de cabeça e regula o sono. A insônia é melhorada, assim como o sistema inflamatório, as dores musculares e problemas digestivos.
  • Alfazema: Possui óleos essenciais e cumarina que acalmam e relaxam, principalmente quem possui tensão nervosa, diminuindo sintomas de ansiedade e depressão.

Sucos

Os sucos possuem os mesmos benefícios que as frutas, porém podem potencializar o funcionamento e desenvolvimento do seu corpo e mente, pois podem fazer misturas com ervas e folhas essenciais para o combate a depressão. Saiba mais.

Laranja:

É uma das frutas mais ricas em vitamina C, ajuda no sistema nervoso, diminui a sensação de fadiga e proporciona energia para a pessoas. Além disso, a vitamina C evita que o cortisol, o hormônio do estresse seja liberado.

Frutas vermelhas:

O suco de frutas vermelhos tem um poder antioxidante, e pode ser feito com morango, cereja e amora, além de outros frutos. Ajudam na prevenção da depressão, diminuem os radicais livres e regula o temperamento. Possuem vitamina B6, na qual ajudam a controlar as substâncias necessárias para resgatar o ânimo e a vitalidade.

Couve, espinafre e agrião: Hortaliças com a cor verde escura são pouco calóricos e fontes ricas em magnésio, fibras, composto de folato, ferro, cálcio, vitaminas A e B e muito mais.

Elas ajudam na captação de neurotransmissores, diminuem a inflamação no corpo, ajudam no emagrecimento e diminuem as probabilidades de desenvolvimento da depressão.

Cenoura:

Rica em betacaroteno, vitamina H, ela atua nas atividades dos neurotransmissores cerebrais, fazendo com que o trabalho deles seja mais ágil e certeiro. Além disso, possui potássio, iodo, fósforo e diversos minerais.

Suplementos

Os suplementos podem ser uma ótima opção para quem precisa de uma grande porção de vitaminas, que são seriam repostas somente com a alimentação.

Nosso cérebro necessita das vitaminas e dos minerais, além de alimentos que ajudam nessa produção, mas em alguém com depressão, a falta de alguns deles deve ser maior. E, o que pode ser feito é tomar suplementos vitamínicos.

  • Vitaminas do Complexo B
  • Vitamina B6
  • Selênio
  • Vitamina D
  • Magnésio

Com a regularização de todas as vitaminas e de todos os minerais, em algum tempo o cérebro começará a entender e recaptar todas as informações que estavam perdidas, retomando assim, um funcionamento normal.

Alimentos que prejudicam a sua saúde mental

Todos os alimentos podem ser benéficos para sua mente se forem bem balanceados. Os hormônios e neurotransmissores podem ser ativados pela maioria, se a alimentação estiver regulada.

Porém, pacientes em quadro depressivo podem piorar ou estacionar o tratamento comendo alimentos ruins e bebidas que podem cortar todo o efeito do trabalho de reposição que o cérebro está fazendo.

Ou seja, bebidas alcoólicas, doces e muito carboidrato, além de refrigerantes e gorduras ruins existentes em frituras e fast food são impróprios para o consumo pois desequilibram diversos hormônios como insulina e hormônios relacionados a inflamação (lembrando que a depressão tem relação com inflamação nas membranas dos neurônios). Podem trazer doenças como obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares, além de agravar a depressão e a ansiedade.

O importante no momento da depressão é balancear ao máximo a alimentação e o que irá ingerir diariamente, para que, quando um desejo de comer gordura aparecer, seja possível atendê-lo, pois sabemos que cortar comidas da alimentação também não é algo saudável.

É possível usar a alimentação para melhorar os sintomas da depressão. Aliás, para tratar direito a depressão é essencial, ter bons hábitos e isso incluir boa alimentação com bons alimentos e nutrientes. Eles ajudam a repor todos os elementos que o cérebro de um paciente necessita. Aproveite que todos eles são versáteis, podem ser ingeridos de diversos modos e inove no cardápio.

Conheça a Mentalme

Na Mentalme é possível encontrar o tratamento mais correto para seu tipo e grau de depressão. A Mentalme possui um sistema de avaliação utilizado nas mais importantes pesquisas em neurociência no mundo. Na Mentalme, adaptamos para o atendimento de pacientes o mesmo sistema de avaliação utilizado pelas pesquisas que desenvolvem os tratamentos. Estes testes e avaliações foram desenvolvidos através de técnicas sérias e por profissionais capacitados com o objetivo de ajudar você a melhorar seu cérebro, suas emoções se recuperar mais e com maior rapidez.

Por isso, o propósito da Mentalme é: cuidar com precisão e eficiência dos pacientes com depressão para que eles recuperem o quanto antes seu pleno potencial humano de transformar o mundo em um lugar melhor.

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